Tag: backpacking

Portugalidade sobre os carris do Douro

Oriente-Campanhã

O sotaque da estação final não engana. Atiro a mochila para as costas, compro um petisco com medo de usar palavras de moura (na dúvida, respondo sempre “o meu pai nasceu aqui, não se zangue comigo!”) e aproximo-me da plataforma onde desta vez se lê Tua, esse nome que sempre me intrigou. Livro, caderno, caneta, portátil, água e música: estava prontíssima para o meu passeio isolado por esse troço histórico, mesmo a pedir reflexões de carangueja.

– Aqui está mais fresquinho… A menina tem este lugar ocupado? Não gosto de estar atafulhado ali à frente…

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Chamada à terra

Apesar de ter sido a melhor viagem de autocarro (com direito a bife a bordo e casa-de-banho com cheiro a rosas), não deixou de ter um sabor amargo – por ser a última.

O mesmo com a chegada a Buenos Aires. Não chegou a azáfama da hora de ponta de uma metrópole a acordar devagar para o novo ano no pico do seu verão. Não chegaram as promessas de amor eterno do muchacho que nos levou de táxi até ao hostel, nem chegou termos enfim dado entrada no único quarto privado da nossa viagem. Buenos Aires cheirava a despedida e pronto.

Nem de propósito, decidimos remar contra a maré. Literalmente: na manhã seguinte estávamos num barco a caminho do Uruguai.

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Um brinde à nossa

Mendoza cartão de visita

É pena a memória não desenhar cheiros nem temperaturas tão fielmente como imagens. Mendoza é calor tórrido e cheiro a uva.

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Meu Norte

Ta-ta-ta-rrra-ta-ta, ta-ta-rrrra-ta-ta, ta-ta-rrrra-ta-ta

Ao som do ritmo latino-repetitivo da cabine do motorista chegámos a Salta, capital da região com o mesmo nome. Ficámos especialmente felizes com a proximidade de novo alojamento – e eis que três posts depois tomámos banho!

Deixámo-nos levar pela descrição do hostel com piscina (ou um tanque pouco limpo), que nos trouxe um dormitório para quatro de dimensões modestas, janela para um átrio e por isso escasso em brisas, mas uma ventoinha velha que nos salvou a respiração e abafou qualquer possível ressonar das argentinas das camas de baixo. Nas várias casas-de-banho que tivemos a oportunidade de conhecer toma-se banho ao lado da sanita, com a boca do chuveiro quase em cima da mesma, e um limpa-vidros ao canto para varrer a água.

Não obstante, aquele banho fez disparar os meus níveis de felicidade.

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