Tag: Genebra

A tal Suíça saudável

O trabalho fez-me viajar outra vez. Não atravessei continentes, mas em menos de duas horas regressei ao lugar que me cumpriu um sonho há pouco (ou muito?) tempo. O bairrismo que me recordara Leipzig, os sons francófonos misturados com a bolha europeia de Bruxelas, os preços ainda mais exorbitantes que os de Londres.

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Maria Londres. Da decisão de ficar

Escrevi muitíssimo sobre Leipzig, bastante sobre Bonn, um bom bocado sobre Bruxelas, pouco sobre Genebra e quase nada sobre Londres – pelo menos na proporção do tempo que cá passei, que já quase iguala o alemão.

Esta é a quinta cidade e o quarto país onde vivo desde que deixei a minha Maria Lisboa, e várias razões explicam a ausência de palavras (d)escritas sobre a minha vida aqui.

Primeiro – e como minha desculpa recorrente – porque em Londres não há tempo. Até os meus amigos mais energéticos dizem que saem daqui cansados. Há que aprender a comprar bilhetes de metro rapidamente, a encostar à direita nas escadas rolantes para que outros corram à esquerda, e a olhar cuidadosamente para trás se quisermos ultrapassar; vem mesmo gente disparada lá de cima. Há que aprender a atirar as compras do supermercado para o saco antes que o next-customer-please nos pise os sapatos (rasos, que em Londres os saltos altos vão num saco de plástico na mala). Andamos todos a correr porque aqui não sobra tempo para tudo, ou muito, ou nada. Escrever é vítima.

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Diletante em Genebra

Acaba de arrancar um estágio no Boletim da Organização Mundial de Saúde, na Suíça. Para quem já mudou de poiso tantas vezes pode parecer simples estes novos arranques, mas não é bem assim. Nos primeiros dias a prioridade é encher o frigorífico, que na primeira manhã comi à colher um pacote de geleia de morango – sim, dos pequenos de hotel. Era o que havia. Assim que pude, comprei umas bolachinhas na lojinha mais próxima, das poucas abertas a um domingo. Por mais de três francos.

Aliás, nestes meus relatos suíços, “franco” há-de ser a palavra de ordem.

A melhor descrição que tenho para já é que Genebra reúne o verde e os eléctricos de Leipzig, o bairrismo requintado de Bona, e o toque francês de Bruxelas.

Só por isso já acolhe.

 

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