Tag: viajar (Page 1 of 6)

Portugalidade sobre os carris do Douro

Oriente-Campanhã

O sotaque da estação final não engana. Atiro a mochila para as costas, compro um petisco com medo de usar palavras de moura (na dúvida, respondo sempre “o meu pai nasceu aqui, não se zangue comigo!”) e aproximo-me da plataforma onde desta vez se lê Tua, esse nome que sempre me intrigou. Livro, caderno, caneta, portátil, água e música: estava prontíssima para o meu passeio isolado por esse troço histórico, mesmo a pedir reflexões de carangueja.

– Aqui está mais fresquinho… A menina tem este lugar ocupado? Não gosto de estar atafulhado ali à frente…

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É desta, Londres: vou-me embora

central parkSonho multiplicado esse, o de o trabalho me levar para aqueles lados. Trabalho também ele sonhado, lembrando-me que posso fazer algo por que o mundo agradece.

Nos dias de folga passeio com os laços do meu sangue, o Central Park pinta-se de vermelhos e amarelos-bronze num outono brindado a sol de verão. Despacha-te!, levanta o queixo, põe os ombros à vista e sorri com nostalgia que lá não tens disso.

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Si mesma

Totnes

Branco, silêncio, ausência. Adesivo na boca, só saía o que é preciso, a linha na malfadada lista, de malfadada a gratificante. Quem diria que este lugar lhe faria perceber como a lista é precisa, é intrínseca, é parte de si?

Tocam as notas saltitantes, fazem-na saltar também entre o antes e o depois, o ano que passou e os tempos que lembra desde que se conhece, as listas, os saltos, a forma como sempre foi. O mesmo tempo que vai dançando, diz ele. Não lhe tem dado atenção, mas sabe bem como a sua dança a incomodava. Agora percebe-o porquê, mas ainda faz pouco para parar a tendência. Com calma vamos lá.

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A tal Suíça saudável

O trabalho fez-me viajar outra vez. Não atravessei continentes, mas em menos de duas horas regressei ao lugar que me cumpriu um sonho há pouco (ou muito?) tempo. O bairrismo que me recordara Leipzig, os sons francófonos misturados com a bolha europeia de Bruxelas, os preços ainda mais exorbitantes que os de Londres.

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África

Histórias de família em era de guerra colonial em Moçambique. Histórias de família recém-criada, embarcada para Cabo Verde ao arranque dos anos 80. Histórias de família contadas à mesa ao longo de vinte e muitos anos. Ao fim de vinte e muitos anos, fui eu pisar solo africano pela primeira vez. Vinte e muitos anos atrasada.

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Dias longos de verão feliz

O verão começou, ainda que tímido; não percebo com que legitimidade lhe tiraram a letra maiúscula. O meu verão – de, por enquanto, menos de 48 horas – tem sido bastante feliz. Duas semanas de trabalho novo, ideias, desafios, aprendizagens, vontades e tudo o que descreverei depois. (Sabem, eu gosto de deixar algumas coisas para “depois”.)

Surge o fim-de-semana para explorar terraços de verão quando as nuvens dão tréguas, meio na dúvida. Vou parar à casa da minha nova chefe, lá no faroeste da Maria Londres, em consequência de convite após – repito – duas semanas de trabalho. Uma chefe de sorriso contagiante, sangue indiano, educação britânico-norte-americana, marido de San Diego que conheceu durante uma vida nómada entre as Filipinas e Manhattan. Eis que estamos à-mesa-à-americana, prato vegetariano ao colo, acompanhados de um economista de saúde dinamarquês e um geek de startups com três-quase-quatro-passaportes (sendo que o original é jamaicano e eu perdi a sequência das restantes histórias).

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